Silk screen, screen printing, serigrafia, silk digital. Uma variedade de nomes pra identificar um processo essencial que imprime diferentes ideias nos produtos do nosso dia a dia e faz parte da história da moda e da arte.

Já parou para pensar em como a estampa das camisetas se tornaram um meio para marcas e pessoas expressarem suas ideias?

Uma breve história da serigrafia

Origem: China, dinastia Song, 960 DC

Para entender como o conceito surgiu, precisamos voltar para a dinastia Song (960–1279 DC), já que os chineses foram os primeiros a utilizar técnicas similares a serigrafia para transferir a imagem de Buda em tecidos.

Estêncil da Dinastia Song do Norte. Cinco figuras de Buda, 926–975 DC, Qian Fo Dong, encontrado nas grutas de Mogao, Dunhuang China (©Museu Britânico);

Adaptado em seguida pelo Japão, como forma de arte e chamado de katagami, escovas duras eram utilizadas para forçar a tinta em malhas feitas de cabelo humano, para que as imagens, recortadas em papel washi como um estêncil, marcassem os tecidos.

A estampas dos quimonos eram originalmente criadas com a técnica katagami. Imagem: Choke Print Shop;

Século 19, popular na Europa

O método só se tornaria popular no século 19, quando o comércio de seda da Ásia provou ser um mercado lucrativo para Europa.

França e Inglaterra começaram a utilizar o material para estampas, e em 1907, quando Samuel Simon patenteou o processo da serigrafia para fazer papéis de parede para famílias nobres, em Manchester, a técnica se espalhou.

Padrão de papel de parede criado na Inglaterra entre 1890-1916. Imagem: Historic New England 

Logo, começaram a surgir os profissionais que também trabalhavam na criação de pôsteres, placas, anúncios e propagandas em serigrafia.

Serigrafia em 1913;

Década de 60: uma forma de arte legítima

Foi só na década de 1930 que as pessoas realmente começaram a perceber o potencial da prática como algo artístico, quando um grupo de artistas de Nova York resolveu experimentar a serigrafia em papel, o que o transformaria em um meio.

Uma das primeiras impressões serigráficas em tela. Imagem: Everpress

Esses artistas, mais tarde, membros fundadores da Sociedade Nacional de Serigrafia, definiriam a “serigrafia” como algo que conhecemos hoje, ao mostrar outro uso além do industrial, no cenário artístico.

Posteriormente, nomes como Andy Warhol e Roy Lichtenstein reconheceriam ali, uma forma de reproduzir rapidamente suas peças. Ao seguir o exemplo dos artistas da National Serigraphy Society, tornaram as serigrafias a base da criação de sua Pop Art nos anos 60, popularizando a prática dentro da arte contemporânea.

Andy Warhol abandonou os pinceis e começou a criar suas obras em serigrafia;
Por ser um processo artesanal, as gravuras ficavam com característica própria. Marilyn Monroe, 1962, Andy Warhol;

A seda foi substituída pela malha de poliéster e, na década de 1960, a serigrafia começou a ser aplicada em roupas e principalmente em camisetas, uma peça que ninguém havia estampado antes. 

O boom das camisetas estampadas

Nos anos 60 ainda, a tendência chegou à Miami, que começou a estampar nomes de seus resorts, pontos turísticos e bairros em camisetas, como divulgação da cidade. Logo depois, as camisetas gráficas das bandas decolaram com a cena musical.

Camiseta feminina vintage, Miami Beach. Imagem: Etsy

Para garantir a produção em massa, Fannie e Michael Vasilantone, desempenharam um papel importante para o mercado. Em 1967, com um enorme pedido de camisetas personalizadas para times de boliche, o casal desenvolveu a impressora rotativa dupla, um maquinário que revolucionaria a indústria de impressão têxtil.

Tempo depois, as camisetas estampadas tiveram seu grande boom na indústria – e até hoje representam cerca de 50% de toda a atividade de impressão nos EUA. 

A evolução da impressão

Com a evolução da tecnologia, a impressão de camisetas teve um grande impacto. A serigrafia passou por desenvolvimento, o que garantiu a longevidade do processo para estampar tecidos.

Serigrafia: a tinta é forçada através da malha usando rodo de borracha. A moldura mantêm a tela no lugar para facilitar o registro. Imagem: Adobe Stock;

A sublimação, também conhecida como Transfer ou DTF, é outra técnica popular de baixo custo que surgiu da adaptação de uma impressora convencional.

Por volta dos anos 2000, o DTG (Direct to Garment Printing – impressão direto na roupa) veio para suprir as necessidades atuais e tornou o processo muito mais eficiente, sustentável e rentável a longo prazo.

Funciona exatamente como a impressora do seu escritório, com a única diferença de que elas imprimem em tecidos em vez de papel.

Diferenças entre as técnicas de impressão

A serigrafia e a impressão direta (DTG) são os dois métodos mais usados hoje. 

Enquanto o silk screen posiciona camadas de tinta sobre a peça, o DTG, ou silk digital, utiliza a impressora para espalhar um jato de tinta que fixa a estampa nas fibras do tecido.

Serigrafia

Telas para silk screen e tecidos em fábrica;
  • Pedidos em grandes quantidades no atacado;
  • Impressões em uma única cor, como logotipos ou design sólidos;
  • Quando uma correspondência exata de cores é necessária;
  • Impressão em poliéster ou outros tecidos sintéticos;
  • Maior tempo de preparação, entre telas e estampa;
  • Cada elemento do design precisa ter uma tela especial;
  • As cores são aplicadas separadamente, camada por camada (podendo a estampa ficar grossa);
  • Várias cores exigem mais telas = mais caro, inviabiliza pequenas tiragens e lançamento frequente de diferentes modelos;
  • Geralmente utiliza tintas plastisol e thinner, que não são biodegradáveis;
  • É necessário a lavagem das matizes, o que acaba gastando milhares de litros de água a cada produção;

DTG

  • Praticidade: não requer pedido mínimo e nem matizes para as estampas;
  • Liberdade para lançar novos designs, possibilita infinitas personalizações e pedidos exclusivos;
  • Sustentável: uso da água é quase nulo, utiliza pouca energia elétrica, reduz as emissões de carbono;
  • Tintas à base de água e ecológicas: seguras, livres de toxina, biodegradáveis e sem subprodutos animais, que mantém a integridade das cores;
  • Impressão por demanda: evita o consumo em excesso e o desperdício;
  • Imprime uma variedade de materiais e tecidos de qualquer cor;
  • Desenhos e fotos com muitos detalhes, cores e gradientes;
  • Conforto, textura macia e leveza na estampa;

Leve o que você gosta no peito!

Desde 2015, a El Cabriton conta com a DTG, essa maravilhosa invenção da humanidade. Hoje, a Beth impressora e o Edson são nossos melhores assistentes de produção.

Quem já esteve em nossa loja física, sabe como funciona: você escolhe a estampa que mais te agrada, escolhe a cor do tecido, o tamanho – e acompanha sua peça sendo feita rapidamente na sua frente!

Estampa da coleção de @pedrovinicio80;

Esse é o nosso objetivo e por isso, nossos produtos carregam artes incríveis, para que você leve pelo mundo o que gosta junto de você!

A nossa casinha que fica no bairro mais legal de SP: Santa Cecília. Um bairro central que abriga outros pequenos negócios criativos. Um passeiozão!

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