Segura! Nosso Baralho ilustrado, o Projeto 54 – 10ª edição, tá lindão!

Segura! Nosso Baralho ilustrado, o Projeto 54 – 10ª edição, tá lindão!

6 de dezembro de 2019 0 Por Carol

10 edições! Fala sério: são 10 anos fazendo o jogo de baralho mais bonito do mundo. E que orgulho que temos desse projeto! A cada ano, são 54 novos artistas, 1 novo baralho, totalmente exclusivo. É apoio à inúmeros artistas independentes, é espalhar ilustrações ao mundo de uma maneira completamente diferente, sem nenhum convidado repetido. Tem ideia que ao todo já foram 540 artistas de todos os estilos desse Brasil? É gente pra encher quase 12 ônibus de excursão! Então pega essa carona com a gente: 

A El Cabriton seleciona os artistas através de portfólios, indicações e a impressão é feita pela COPAG, o maior fabricante de baralhos do Brasil. Isso garante a jogabilidade e não o transforma em apenas um objeto meramente decorativo. Assim, a cada ano surge um novo conjunto de cartas, com novas artes, para jogar e colecionar. 


Este ano, Paula Cruz foi a responsável pela ilustra da caixa que traz um fundo amarelo e ícones coloridos com personagens remetendo aos naipes do baralho. Carol Moré, do FTCMag, site que adoramos, entrevistou alguns artistas que fizeram parte do time desse ano. Confira:

ENTREVISTA COM PAULA CRUZ, MAYLA TANFERRI, AFFONSO MALAGUTTI E FERNANDA SEGOLIN 

FTC: Qual foi a maior inspiração/tema que você pensou ao criar a carta para o El Cabriton?

Paula Cruz: Minha maior inspiração pra capa e pro verso do baralho foi justamente a coletividade, os vários ilustradores participando e se debruçando sobre o tema. Pensei nessas 54 pessoas diferentes distribuídas pelos naipes, e a partir disso comecei a desenhar personagens nos próprios naipes do baralho! Assim a gente tem tanto a ideia de que é um baralho diferente quanto o pensamento de que é um projeto feito por várias mãos.

Além disso, eu tenho um projeto autoral chamado Letters for May: todo dia de maio eu desenho uma letra até terminar o alfabeto. É um projeto sem regras estáticas, que eu escolho o desenho da letra pelos mais variados motivos. Às vezes pela forma da letra em si, às vezes por conta de uma inicial, enfim, são motivos bem orgânicos que guiam o desenho da letra no projeto. 

Quando o pessoal do El Cabriton entrou em contato, pensei de cara em usar o espírito do Letters for May na minha carta. Escolhi a carta 6 justamente pelo movimento e desenho do número: pensei que eu poderia fazer algo meio enroscado pra brincar com a forma. O desenho do 6 me remete a algo longo, comprido, e de cara veio a imagem de uma cobra. O problema é que eu tenho fobia de répteis (não consigo nem ver foto de cobra que já suo frio!), e aí a solução veio na forma de uma minhoca!

Affonso Malagutti: Assim que soube o naipe da minha carta, o Ás de Copas, comecei a pesquisar sobre ele e fiz boas descobertas que orientaram a criação da minha arte. No tarot, o Ás de copas representa o amor em diversos aspectos. Já o lado negativo da carta é marcado por profunda tristeza. Uma das características do baralho espanhol, que também usei como referência, é a ausência da representação de figuras femininas. E eu quis rever essa característica na minha carta. Acho que a dualidade, a representação de gênero e demais descobertas que fiz se somaram à minha maneira de representar e ilustrar. Juntos, esses elementos se transformaram em um bordado que eu digitalizei posteriormente pra estampar uma das cartas do projeto. 

Mayla Tanferri: A arte da carta dá sequência a uma série criada para meu projeto pessoal, o Studio Geek Stitch, na qual crio crossovers entre obras clássicas da história da arte e personagens da cultura pop em patterns bordados em ponto cruz – a forma mais antiga de pixel art! “O Filho do Homem” (The Son of Man), de René Magritte, encontra Alex DeLarge, protagonista do filme Laranja Mecânica de Stanley Kubrick, neste 6 de espadas. Algumas pessoas podem interpretar que o 6 remete ao número de identificação de Alex na prisão estatal eu não negaria… rs

Fernanda Segolin: Na real queria uma rainha ou rei, mas essas são as cartas mais disputadas, todos querem! Acabei escolhendo a carta 8 de copas, por gostar do número e copas por ser coração vermelho, que tem tudo a ver com o trabalho que faço na minha marca, o Virei Almofada. Faltando poucos dias para entrega, me veio na cabeça a rainha de Copas da Alice no país das maravilhas junto com seus guardas, que tem corpo de baralho, pintando na cor de carmim as rosas brancas. Gostei bastante do resultado, consegui unir um universo que gosto muito sem perder a identidade do meu traço.

FTC: Depois que o baralho foi lançado, o que o projeto te trouxe até o momento?

Affonso Malagutti: Fazer parte do Projeto 54 era um desejo antigo, e que fiquei muito feliz em poder realizá-lo. Ilustrar uma das cartas agregou visibilidade ao meu trabalho e eu encaro a minha participação como um reconhecimento da minha atividade com o desenho e o bordado.

FTC: O que te chama mais atenção no Projeto 54?

Paula Cruz: A pluralidade do projeto. Muita gente diferente fazendo muita coisa irada e única. A cada ano o baralho é uma surpresa nova e fresca!

Fernanda Segolin: Essa oportunidade que a El Cabriton oferece para nós artistas de expor nosso trabalho e de enfrentar novos desafios, sair da zona de conforto. Bom, pelo menos pra mim foi. E de conhecer novos artistas também! Sempre enxerguei esse projeto como uma grande vitrine! Pude participar do evento de lançamento do baralho, que só me fez reforçar essa ideia que tinha do projeto. Poder estar ao lado e conversar com artistas que tanto admiro, foi muito gratificante!

FTC: Além do baralho ser utilizado para jogo, o que você fez com ele? 

Mayla Tanferri: As edições anteriores do baralho já foram fonte de curadoria pra pautar ilustradores (trabalho com design editorial há quase 6 anos) e quero enquadrar as cartas da 10ª edição em vidro e moldura pra decorar minha sala. Pedir truco com a minha carta definitivamente será um blefe memorável daqui pra frente!

FTC:  Se você pudesse presentear uma pessoa incrível com o baralho, quem seria?

Paula Cruz: Meio manjado, mas minha mãe! 🙂

Fernanda Segolin: Penso que tem que ser uma pessoa bem estratégica e que admiro muito o trabalho também, pra ser tipo um “crush me nota!” hahaha. São muitas opções que nem sei quem escolher! Mas acho que escolheria a Shantell Martin, gosto muito do trabalho dela! Só sonhando aqui com umas colabs com ela! 

FTC: Qual outra carta que você super curtiu no baralho projeto 54? 

Affonso Malagutti: Uma das minhas cartas favoritas (entre várias) foi o 9 de Paus, da Lele Reis. Conheci o trabalho dela por meio do projeto e me identifiquei muito com a estética despretensiosa e com os temas que ela propõe. Mas além dela, também curti muito o 9 de Copas, da Mariana Castello. Inclusive eu tenho uma pintura da Mariana em casa que eu amo e que me inspira muito.

FTC: O que é arte para você e como você enxerga esse incentivo que a El Cabriton possibilita com os artistas independentes do Brasil?

Mayla Tanferri: Pra mim a arte é uma válvula de escape e um jeito de permanecer. Coloco meu coração em tudo o que faço e quando essas pequenas impressões marcam alguém é muito mágico! O trabalho que a ElCabriton faz com o Projeto 54, com o Projeto Fachada e toda curadoria em seus produtos originais, é um brinde a diversidade dos artistas independentes brasileiros e é massa demais saber que mesmo em meio a caos em que a gente tem vivido continua gerando esse engajamento social e econômico enorme. A arte é democrática e seguirá resistente!

E aí? Bora apoiar essa gente fina, elegante e sincera? Para comprar o baralho projeto 54, é só clicar aqui. Caso você já tenha adquirido essa belezura, que tal pedir seu Kit contendo as últimas 4 edições

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