Março é o mês do Fabricio Lima na nossa fachada!

Fabrício Lima é um nômade. Tem 32 anos, 1,65m de altura e nos últimos 10 anos rodou o mundo trazendo na bagagem vivências únicas que com certeza refletem em sua arte. De todos os lugares por onde passou, seu favorito é a terra dos cangurus: “Austrália é um dos paises que mais me fascinou. O modo de viver das pessoas, da tranquilidade, viver lá é muito bom. Tudo muito parecido com o Brasil, mas claro, mais segurança, etc…”

No mês de março, o destino ele foi a esquina da Rua Augusta com a Alameda Jaú, para nossa sorte. Além da fachada de março, Fabrício é autor de 2 estampas recém-lançadas, de um vídeo clipe da banda Young Galaxy e participou de um projeto que projetou imagens na igreja da Sagrada Família de Barcelona, dentre diversos outros projetos legais.

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Look Here Comes The Sunrise (leia sobre AQUI) e Home is where the churros Are ( em breve no site)

Confira o papo que batemos com Fabrício durante sua semana aqui:

Qual a sua lembrança mais antiga em relação à arte?
Hmm, dificil pergunta hehe… eu gostava de olhar livros cientificos, com ilustrações bem feitas sobre celulas humanas. Eu sempre fui obcecado por ciência e arte, espaço, etc..

Quem você admira?
David O’reilly, animador e diretor. Eu já o admirava faz tempo e depois que conheci ele pessoalmente, quando eu vivia em Aarhus/Dinamarca,  fomos tomar cerveja juntos, passei a apreciá-lo mais ainda!

Você tem mais alguém na sua família que também desenhe ?
Não.

Você encontrou barreira culturais em relação aos seus trabalhos em outros países em que viveu?

Creio que a Dinamarca foi o país onde tive o maior choque com relação aos meus trabalhos. Quando fui convidado para trabalhar em um estúdio em Aarhus, aceitei imediatamente, e me mudei em 2 meses para o país gelado, porém os dinamarqueses são mundialmente conhecidos pela sua finesse em design: objetos e soluções clean e funcionais, poucas cores, e com estilo próprio. Nessa parte houve o choque, especialmente quando se trabalha no mercado publicitário, onde o produto “tem de vender” e parecer familiar ao gosto nórdico. E como meus trabalhos geralmente são um pouco caóticos, cheios de cores e detalhes, nada clean… chocou um pouco. No final de tudo, eu aprendi a valorizar um pouco mais design simples, e meus trabalhos foram mais aceitos com o tempo.

O que o mercado do Brasil difere de outros países?
O mercado brasileiro sofre uma atual mudança drástica, em sintonia com a gigante movimentação da nova classe média, que saiu de condições tristes e passa a consumir mais e mais, o que de certa forma é ótimo! Então agora o mercado publicitário sofre esse choque, em tentar manter a fidelidade com clientes e consumidores antigos, mas ao mesmo tempo, tentar “conquistar” essa gigante massa de novos consumidores. Por ser um processo em andamento agora, é dificil dizer qual vai ser o desfecho… a única coisa que me entristece, é que tenho a impressão que o nivelamento para acesso de novos produtos e comerciais, está sendo feito para baixo, desvalorizando a inteligência e capacidade das pessoas, e não incentivando a cultura, etc. Essa me parece ser a tendência no Brasil infelizmente, tanto no mercado publicitário, como jornais, revistas, websites, etc… basta ver como estão sendo feitas as chamadas de notícias, a qualidade das informações e da escrita. Mas vamos ver como será no futuro, como eu disse, agora estamos ainda no meio dessa transição.

Como está sendo morar no Brasil? Estar perto de casa te ajuda ou atrapalha na hora de criar?
Está sendo interessante… porém, depois de viver por anos fora do teu país e conseguir manter um padrão de vida simples e tranquilo, voltar para o Brasil (em especial São Paulo) é sempre um choque. Às vezes me sinto mais estrangeiro aqui do que fora, e outras vezes não. Estar perto de casa sempre é bom, por estar perto da minha familia, etc. Eles sempre me inspiram 🙂

 

Você costuma ouvir música enquanto cria? O quê?
Sim! Às vezes gosto de escutar indie rock, eletrônico, bossa nova… depende muito do tipo de trabalho que estou fazendo, pois o que escuto sempre influencia de alguma forma na criação. Já tentei escutar um música eletrônica agitada enquanto criava um comercial para uma empresa ligada a saúde e o resultado foi um desastre!! rs

Qual a primeira música que você ouviu hoje?
Metronomy – Everything Goes My Way


O que você está pensando agora?
No meu próximo destino 🙂

Qual será? Tem ideia?
Eu to querendo agora escolher um país pequeno, distante, mas ainda não me decidi qual… Eu preciso disso, morar em um lugar pequeno, simples e onde eu possa ter uma vidinha de fazenda.
Uma das minhas músicas favoritas é “Casa no Campo” da Elis Regina 🙂

Como foi sua experiência de pintar a fachada? Como foi o passar dos dias aqui na esquina da Augusta com a Jaú?
Foi uma brilhante experiência! Bom, tirando meu nervosismo inicial, afinal, eu nunca havia pintado um muro antes, ainda mais em um cruzamento tão agitado! Eu sou uma pessoa bem reservada, não gosto de locais com muitas pessoas, e sempre evito ficar na rua por muito tempo (sou meio estressado com isso). Então pintar a fachada colocou em cheque todos esses fatores, e ainda por cima ter seu trabalho em progresso, sendo avaliado por todas as pessoas passando pelo local, agregou uma pressão gigante sobre tudo! Mas isso é bom, artista precisa ser provocado, ser retirado a força da zona de conforto, da tranquilidade das 4 paredes, um tablet e um computador com Photoshop aberto. A necessidade é a mãe das invenções e definitiviamente, o Fabricio de 14 dias atrás, é bem diferente do Fabricio de hoje com relação a essa experiência!

<p><a href=”http://vimeo.com/49960413″>Sagrada Familia (Ode à la vie) – Démo officiel</a> from <a href=”http://vimeo.com/momentfactory”>Moment Factory</a> on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

Ping Pong
Vermelho ou Azul? Azul
Fundo Preto ou Branco? Branco
Analógico ou Digital? Analógico
Canetão ou Spray? Canetão
Rio ou São Paulo? São Paulo
Paul Mc Cartney ou John Lennon? John Lennon
Cerveja ou Vodca? Vodka
Dedé ou Didi? Nenhum dos dois, Mussum! 🙂
Hithcock ou Tarantino? Ufff, dificil! Tarantino!
Filme ou Livro? Filme
Tênis ou chinelo? Tênis
Sheila Melo ou Sheila Carvalho? Hahahaha!!! Sheila Melo, por causa do clipe e música bagaceira dela “Agua”. Ela virou diva para mim!
Churrasco ou Salada? Churrasco!
Xuxa ou Angélica? Putz… Xuxa, cultura cult!
Pitfall ou Enduro? Pitfal, always!

Veja o vídeo que capturamos durante a estadia de Fabrício aqui:

Para saber mais sobre Fabrício: http://www.fabriciolima.tv/

Toda a equipe El Cabriton agradece Fabrício pelo trabalho em nossa fachada e pela simpatia em pessoa! Desejamos muito sucesso na sua próxima jornada!

Nova!! “Branca” por Rodrigo Level

“A técnica da obra acrílica sobre papel, suas dimensões são 50×70 cm. “Branca” inspirada em diversos sentimentos, a busca de unir todos esses sentimento em um único lugar de uma forma que eu imagino, a obra é um circulo perfeito de sentimentos, onde cada orgânico representado mostra os perfumes, o conforto, o calor, misturados a espinhos que por vezes nos espetam e nos incomodam, foi a forma e visão  “minimalista” de retratar tudo o que gostaria de unir em um circulo de conforto.” . Assim Rodrigo explica como a peça, que acaba de virar uma estampa para a El Cabriton, surgiu.

Sempre presente em seus trabalhos, as formas circulares expressam as formas geométricas, mais precisamente os círculos, representam os mais profundos sentimentos de Rodrigo.

“Branca”

Não saberia descrever, expressar com gestos, não saberia cantar por isso, as linhas não seriam perfeitamente perfeitas para traçar oque enxergava de perfeição, mas podia sentir ao longo do tempo os perfumes, o carinho, o toque, as cancões, a temperatura, o conforto e os sorrisos que ali frisaram os calmos barulhos que existiam, os sabores que as vezes se mesclavam do doce ao amargo, se fechou um circulo, um circulo perfeito de sensações que precisava ser externado, mostrado, lembrado e sentido da forma que cada olho possa ver de sua maneira. “Branca” representa o cume maior do sentimento belo e verdadeiro de um ser humano mesmo em dias como os de hoje de sabores plásticos.

De 17 a 19 de março, essa estampa está com 20% off. De R$ 74,00 por R$ 59,20. AQUI

 

Veja Level em ação:

Para conhecer mais sobre o belo trabalho de Rodrigo, acesse: rodrigo-level.tumblr.com

NOVA!! “Augusta, Angélica, Consolação”

Estampa novinha em folha feita pelo Señor Cabriton em pessoa que desenhou sobre a imagem do Google Maps da região. Para quem não conhece, os nomes se referem à 3 ruas são muito próximas uma da outra, na região central de São Paulo.

Nós somos suspeitos para falar de Augusta, né? A rua é a nossa casa e está em nosso coração. Passagem obrigatória para quem vem a São Paulo a passeio, a Rua Augusta representa a cidade como nenhum outro lugar com toda sua diversidade.

Tom Zé, baiano que caiu de amores pela cidade de São Paulo, criou a canção que brinca com os nomes das ruas.

Então, fica a nossa homenagem a homenagem de Tom Zé.

Versão Masculina e Feminina R$ 64 mangos em nosso maravilhoso site! Clique AQUI!! 

Tom Zé lançou a música no disco “Todos os Olhos” (aquele da capa com a bolinha de gude) e se você não conhece a música, segue o vídeo e abaixo a letra.

“Augusta, graças a deus,
Graças a deus,
Entre você e a angélica
Eu encontrei a consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão.
Augusta, que saudade,
Você era vaidosa,
Que saudade,
E gastava o meu dinheiro,
Que saudade,
Com roupas importadas
E outras bobagens.
Angélica, que maldade,
Você sempre me deu bolo,
Que maldade,
E até andava com a roupa,
Que maldade,
Cheirando a consultório médico,
Angélica.
Augusta, graças a deus,
Entre você e a angélica
Eu encontrei a consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão.
Quando eu vi
Que o largo dos aflitos
Não era bastante largo
Pra caber minha aflição,
Eu fui morar na estação da luz,
Porque estava tudo escuro
Dentro do meu coração.”

Nova!! “Jovem Didi” por Issao Bazzoli

Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbbo. Quem nasceu nesse país tropical abençoado por Deus sabe de quem estamos falando, certo?
Interpretado por Renato Aragão, o lendário personagem da também lendária série Os Trapalhões, apareceu para o mundo pela primeira vez em 1960. Sobre a criação do personagem, Renato disse: “V
eio na hora, ao vivo, em uma esquete em que pedia emprego e dava o meu currículo. Perguntavam o meu nome e o sobrenome não estava no script. Quando falei ‘Mocó’ o povo riu para caramba. E sempre que eu falava era uma risada só.”.

E das mãos e imaginação de Issao Bazolli nasceu essa maravilhosa estampa que homenageia  esse personagem  da nossa infância! 

Estampa disponível  somente no modelo masculino por R$ 74,00 ( por enquanto!).  Compre AQUI!

Sobre o processo de criação da estampa, Issao, que faz parte do coletivo Opala Rosa Choque, conta que tenta estudar de tudo um pouco:  Eu vejo muitas referências diariamente. O que eu faço é produzir, seja errando ou tentando acertar, é isso que me faz evoluir e melhorar meu trabalho. Estava tentando fazer algumas caricaturas, tentei fazer algumas dos Trapalhões”.  Nós vimos, gostamos e o resultado está aí ( quem sabe em breve não vem os outros integrantes, hein???). Entre seus episódios favoritos da trupe, Issao diz ” gosto de vários deles, principalmente os esquetes mais rápidos, aonde a piada parece que funciona melhor como alguns episódios curtos do Didi garçon ou do Mussum no bar”, a gente concorda.

A estampa foi feita usando photoshop, Issao fez apenas alguns rascunhos no papel para guardar a ideia.

Para conhecer mais trabalhos de Issao e do coletivo Opala Rosa Choque, acesse :

www.opalarosachoque.in
www.flickr.com/issao_andre

Abaixo seguem alguns links de episódios focados no Didi e uma entrevista em que o humorista fala sobre o início da sua carreira nos Trapalhões.

http://www.youtube.com/watch?v=C2fmZhBiKIc

http://www.youtube.com/watch?v=0Bur93Ciuug

ÊÊÊ ÔÔÔ o carnaval chegou!

Estamos nos aproximando dos 5 dias mais alcólicos do ano!! Segundo dizem, a tradição do carnaval começou na Grécia por volta do ano de 600 a.C., então por que quebrá-la agora?

Pensando em otimizar a diversão proporcionada no período, preparamos 4 máscaras para você sair saltitando por ai! E o melhor: é só passar na nossa loja e pegar! Isso mesmo, NA FAIXA!!!

São 4 belíssimos modelos que prometem ser a sensação do verão:

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Para completar a festa, nesse domingo, 23/02, acontece uma festa de pré-carnaval na El Cabriton com a presença do sensacional Bloco 77- Os Originais do Punk. Clááááássicos do punk rock tocados no ritmo contagiante de marchinhas. Durante a festa TODA a loja estará com 20% de desconto.

Já vai decorando um dos hinos:

“Olha o moicano do Zezé. 
Será que ele é? 
Será que ele é? 
PUNK!”

ou

” EU MATO, EU MATO
QUEM JOGOU MEU LP
DO OLHO SECO LA NO MATO
EU MATO, EU MATO
QUEM JOGOU MEU LP
DO OLHO SECO LA NO MATO
MEU LP UMA RELÍQUIA
COMPREI NA LOJA DO FABIÃO NA GALERIA
OUTRO LP ONDE É QUE EU ACHO
VOU PROCURAR LOGO LA NA FATIADO “

Confirme sua presença AQUI! Festança na certa!

Para terminar esse post não poderíamos deixar de homenagear o maior cantor de marchinhas de todos os tempos:

Estampa nova: “Abraço de Urso”

Lançamento do mês de fevereiro, “Abraço de Urso” foi uma ilustração feita originalmente para a Primeira Edição do nosso Projeto 54 (edição histórica e esgotadissíma!!), como a carta Quatro de Copas:

Gostamos tanto da estampa que queríamos colocá-la em uma camiseta e Bruno aceitou!! Segundo ele, a ideia da estampa foi “Tentar representar de uma maneira meio tragicômica aquelas pessoas que amam demais e que acabam não sabendo medir esse amor e  exageram na dose.”

O desenho foi todo feito digitalmente, mas Bruno tem o costume de sempre fazer esboços no papel antes de pular para o computador.

O designer cedeu uma foto do esboço do desenho:

 

Versões feminina e masculina R$ 74,00, no nosso SITE.

Bruno aprendeu a ilustrar com seu irmão mais velho e lembra “Lembro de ter feito o desenho de um carro que gostei muito. Continuei desde então, porque era a única forma de fazer parar de chorar meu primo de três anos que passava as tardes lá em casa. Hoje trabalho em um escritório de Design em Belo Horizonte e ilustro alguns livros infantis também”.

Nunes também já pintou nossa fachada, em novembro de 2011:

Foto por Claudio Pepper

O artista já produziu outras estampas para a El Cabriton (que estão esgotadas no momento) e o magnífico kit porta-copos abaixo:

Para visitar o site de Bruno e apreciar mais trabalhos dele, clique AQUI!

Onde está o Momo?

O designer canadense  Andrew Knapp percebeu que Momo, seu Border Collie de 4 anos, preferia se esconder do que voltar com o graveto quando eles começavam a brincar. Resolveu então fotografar diversas cenas dessas e colocar em um tumblr. A brincadeira de achar Momo nas fotos fez tanto sucesso, que Andrew lança em março um livro com as melhores imagens.

Vamos relembrar os tempos de Wally e achar Momo?

Find Momo in the River Arts District.  (at River Arts District)