Mark Powell cria retratos realistas em mapas e papelarias antigas usando apenas uma caneta esferográfica preta

Mark Powell cria retratos realistas em mapas e papelarias antigas usando apenas uma caneta esferográfica preta

21 de agosto de 2020 0 Por Carol

Mark Powell nasceu em Yorkshire e conta que se matriculou no curso de arte puramente por acidente. Ele havia sido demitido de seu emprego e entediado, foi olhar o departamento de arte da Universidade. O semestre havia acabado de começar, e quando viu, estava estudando desenho e pintura. 

O primeiro ano foi como uma montanha russa. Ele conseguiu alguns trabalho, embora tenha sido considerado um ‘péssimo artista’ por um tutor do curso. O segundo e o terceiro ano foram um pouco mais tranquilos e a formatura do mesmo jeito que veio, se foi, já que ele pulou todas as cerimônias. 

No verão de 2006, ano da formatura, ele foi convidado a se apresentar em uma exposição nos Estados Unidos, e ao retornar para o Reino Unido com apenas £ 1 no bolso, tinha que encontrar um emprego e um estúdio novo, já que precisava deixar o prédio em que estava. Assim, ele mudou-se para Brick Lane em East London e, logo em seguida foi apresentado no site The Colossal.

Poucas horas depois, havia vendido todo o seu trabalho. Hoje, de seu estúdio à beira-mar em Brighton, ele coleciona páginas de livros amassadas, cartões postais, cartas de baralho, mapas, e cria colagens vintage que servem como pano de fundo para enormes retratos de pessoas cujos olhares pensativos e rugas profundas são reproduzidos suavemente com caneta preta Bic esferográfica. A combinação de pessoas idosas e documentos antigos é natural, já que ambos têm uma história incontável por conta disso.

Mark Powell desenha os contornos enrugados dos rostos com uma caneta esferográfica Bic preta padrão. Os retratos desgastados de pessoas famosas e anônimas refletem suas ‘telas vintage’ tanto em textura quanto em cores

Ao ser perguntado do por quê do uso da esferográfica, Mark Powell responde: “Eu escolho uma esferográfica porque é a ferramenta mais simples e disponível que temos. Quero mostrar como é fácil ter a chance de criar. Quero inspirar as pessoas a experimentarem arte sem sentir a necessidade de gastar dinheiro em materiais.

Sobre seu projeto mais atual ele conta: “Estou trabalhando em uma série de obras maiores porque têm muito mais impacto no espectador, são mais confrontantes, mas confortáveis, espero. Também é muito mais complicado porque usando apenas uma caneta esferográfica nenhum erro pode ser cometido, e seria uma vergonha terrível estragar um mapa, documento ou carta que sobreviveu centenas de anos apenas para ser destruído por mim”, compartilhou no site Colossal.

Cada ilustração ampliada – que às vezes retrata famosos, como Basquiat e Hunter S. Thompson – leva cerca de um mês para ser concluída, e Powell geralmente trabalha em mais de uma simultaneamente. 

Mapas de ruas desbotados, capas de revistas vintage da National Geographic e artigos de papelaria guardados há décadas viram material para as criações do artista

Recentemente, ele começou a desacelerar sua produção artística ao deixar de criar para dezenas de exposições todos os anos. “Nos últimos dois anos, dei um passo para trás para permitir que aquela evolução respirasse. Significou que a qualidade do trabalho aumentou incomensuravelmente (ainda há muito espaço para melhorias, é claro) ”, afirma.

Sobre conselhos sobre se tornar um artista, Mark responde: “Não existe uma fórmula para isso. Trabalhei em tantos empregos e morei em tantas casas, mas a única constante era minha criação. Então, um dia, alguém me percebeu e eu me tornei um artista em tempo integral. Mas você não precisa fazer isso em tempo integral para ser um artista!

Saiba mais sobre o trabalho de Mark Powell em seu site. Acompanhe também o artista no Behance, Facebook, Twitter e Instagram.

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