Do café à cerveja, 10 curiosidades sobre o copo Americano

Do café à cerveja, 10 curiosidades sobre o copo Americano

23 de junho de 2021 0 Por Carol

Um objeto simples, resistente, de baixo custo, saiu da popularidade e foi pro MOMa justamente por ser único. Conheça algumas curiosidades sobre o copo americano

Conhecido por todo país, ele sempre esteve presente no dia-a-dia dos brasileiros. Do pingado na padaria à cerveja no boteco da esquina, recentemente até os bares mais descolados se renderam aos 190ml que em 2010 atingiram a marca de 6 milhões de unidades vendidas. Estamos falando do copo americano, que de americano até tempos atrás não tinha nada.

Feito com a vidraria mais comum do Brasil, ele é cheio de simbologias. Foi eleito nos anos 90 “O melhor copo para se tomar cerveja do Brasil”, virou objeto de design, e pode ser utilizado em diversos momentos de nossas vidas. Reconhecido de Norte a Sul, traz familiaridade, é barato, resistente, e pasmem, atualmente é exportado para diversos países. Mas você tem ideia de como surgiu? Quem o inventou? Por que o utilizamos até hoje? Selecionamos algumas curiosidades sobre o copo americano que na verdade é bem brasileiro! Vem com a gente:

1 – O copo foi criado em 1947 pela empresa Nadir Figueiredo, responsável e detentora da patente. O co-fundador, o próprio Nadir Figueiredo (1891-1983) fez o desenho e, graças aos incentivos à indústria durante a década de 40, substituiu o processo do vidro soprado ao trazer para cá um maquinário novo, importado dos EUA. É daí que nasceu o nome “copo americano”, tornando-se um dos primeiros produtos industrializados no país.

2 – No início da fábrica, em 1940, 1000 unidades eram criadas a cada 8 horas – o que já era um grande avanço. Hoje, com máquinas nacionais, 440 copos são feitos a cada minuto – e o item continua sendo o mais vendido do portfólio da empresa.

Copo americano ganha cores, novos formatos e tamanhos

3 – Há cerca de 9 anos o objeto passou por um processo de modernização, e assim surgiram novas cores, produtos relacionados (como jarras, tigelas e xícaras, por exemplo) e tamanhos, de 300 e 450 mls (sucos, refrigerante, milk-shakes).

4 – Por ser um ícone brasileiro, a criação foi parar até no MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York. Em 2009, o copo americano fez parte da mostra Destination: Brazil, que apresentava 75 produtos de estilo do país. Seu desenho é reconhecido como um dos grandes designs brasileiros. Na época foi vendido na loja virtual do museu e atualmente está a venda também na Muji, loja conceitual japonesa.

5 – O copo, claro, além de ser um utensílio popular, muito utilizado em padarias, bares e botecos para se tomar desde café até cachaça, é também perfeito para utilizar como medida em receitas culinárias – do bolo ao arroz – para o caldinho de feijão, e até como medida de sabão em pó para lavagens de roupa.

6 – Em Belo Horizonte é conhecido como copo lagoinha, nome da região de mesmo nome, tradicional pelo samba e boemia na capital mineira, além do consumo de cerveja. No bairro Lagoinha, surgiu o movimento chamado Viva Lagoinha com intenção de registrar e mudar o nome do copo.

7 – Nos Estados Unidos ele é muito semelhante ao soviet glass (copo soviético), que possui design criado pela primeira-dama da escultura soviética Vera Mukhina (1889-1953). Durante a Segunda Guerra, Vera projetou no Ateliê de Vidro Artístico de Leningrado o ‘granyonyi stakan‘ [copo lapidado, canelado ou facetado] que, fabricado em Gus Khrustalny, se tornaria um ícone do design daquele país por décadas. O grosso e resistente copo teria sido criado para caber nas máquinas de lavar louça então fabricadas pelos comunistas – e se tornaria o preferido dos apreciadores de vodka da União Soviética.

O granyonyi stakan soviético desenhado por Vera Murkhina, 1943.

8 – O copo hoje é exportado para mais de 127 países, em 5 continentes.

9 – Finalmente, em julho de 2019, o objeto passou a ser realmente “americano”. A H.I.G. Capital, empresa de investimento em ativos alternativos sediada em Miami, adquiriu o controle acionário da empresa brasileira Nadir Figueiredo, encerrando um ciclo autoral de 107 anos.

Copo Americano “Eu Mereço” El Cabriton, perfeito para tomar aquele birinight

10- Artistas e designers estão sempre inventando obras que utilizam o copo americano. Já vimos por aí luminárias, vasos, quadros, tatuagens, esculturas! E sim, até a El Cabriton tem modelos ilustrados exclusivos do copitcho tão pop e representativo! Saúde!

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