Beré Magalhães quebra estereótipos com obras expressionistas abstratas

Beré Magalhães quebra estereótipos com obras expressionistas abstratas

26 de fevereiro de 2021 0 Por Carol

Felipe Magalhães, mais conhecido como Beré, é formado em design gráfico e artista visual residente de São Paulo. Sua trajetória começou com as intervenções urbanas, entre elas lambe-lambes, pixações, throw-ups e tags quando tinha apenas 15 anos.

Por serem práticas orgânicas que expressam a liberdade nas ruas, acabaram por influenciar diretamente em suas vivências pessoais, que hoje refletem muito em suas peças artísticas. Outros elementos também contribuem em seus processos criativos, como as percepções subjetivas da negritude, o culto aos Orixás e a malandragem das ruas.

Integrando estes conhecimentos, o artista passou a expandir seu repertório. “A tinta spray caminho forneceu noção para uma pesquisa mais expansiva no meio da arte. Anos depois comecei a me entender como um criador de arte e busquei expandir meus conhecimentos sobre o assunto, indo à museus, galerias, exposições itinerantes e pesquisando em livros e na internet”, conta Beré.

Controle

Com sua pesquisa, mergulhou no expressionismo abstrato e nas influências na arte naïf, onde foca nos temas abordados, buscando resgatar cenas e ações que o emocionam em seu cotidiano.

“Sou fortemente inspirado pelas minhas vivências no Candomblé ou as experiências do dia a dia – aqui enfatizo a realidade de uma diáspora negra e as noções de um corpo marginalizado num país subdesenvolvido. Porém, nem tudo dentro dessa caminhada são tristezas e dores. Também trago a alegria vivenciada do Samba, nos bares da minha cidade querida”, conta.

As pessoas em seus ritmos
São Paulo vista de cima

PROJETO ARTISTAS VIVOS

Em atividade desde 2019, o Projeto Artistas Vivos convidou este ano criadores de diversas cenas para se apresentarem em espaços culturais com rodas de conversa. Com os olhos abertos para a periferia paulista, o objetivo dos Artistas Vivos é a valorização de artistas, produtores e intelectuais periféricos para potencializá-los na rede. Além disso, o projeto quer mostrar que os nesses territórios pode-se produzir qualquer tipo de arte.

Como expoente da arte que não se limita, Beré Magalhães trouxe um resgate de suas narrativas com obras que apresentam forte relação com a cidade de São Paulo. Nas telas, Beré jorra seus quase 10 anos de vivência no campo das artes, que começou com o graffite.

As cores da cidade
Auto
Esteja

Influenciado pelo dadaísmo, o artista mostra, de forma não linear, a busca por questões que circundam o pensamento, desde a ideia criacionista do mundo, de outra perspectiva que não a ocidental, até a busca matemática da reflexão crítica. Confira entrevista com ele e um tour pela exposição ao final:

Recentemente, o reconhecimento da lindas obras de Beré alcançaram os limites fora do nosso território e ele fechou uma parceria com a Blossom Talent Agency para representação na Europa e na África. Torcemos para que seja apenas o início de tudo!

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